quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Eurídice e Orfeu


" Ó Deus que domina o silencioso mundo das trevas!
Para junto de ti, todos os filhos das mulheres vêm
sem exceção.
Todas as coisas belas acabam por descer ao teu reino
Ès o credor a quem nunca se fica a dever.
Um momento breve permanecemos na terra,
Depois permanecemos-te para sempre, para todo o sempre.
Eu busco alguém que precocemente veio ter contigo
O botão foi colhido antes de a flor ter desabrochado.
Tentei em vão suportar essa perda. Não consegui!
O amor é um deus de poder infinito. Ó Rei, tu sabes
Que é verdadeira aquela história que os homens contam,
Sobre as flores que presenciaram o rapto de Prosérpina.
Permita que urda de novo para a doce Eurídice
O fio da vida que foi tirado do tear cedo demais
Vê, peço-te pouco!
Apenas que ma emprestes, não que ma dês,
Será de novo tua, quando tiver vivido até o fim. "

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